segunda-feira, 13 de abril de 2026

Fortaleza, capital central do meu mundo

 Fortaleza, minha cidade-saudade amada, capital central do meu mundo, completa hoje 300 anos. E eu, mesmo distante, sigo te querendo inteira: bem cuidada, viva, pulsante, rebelde, corajosa, radicalmente livre, mais justa, profundamente igualitária e cada vez mais bela.

Uma cidade onde caiba, de fato, o mundo inteiro. Com beleza, com dignidade, com democracia, com redução da concentração de renda e, claro, com futebol nas praças, campos de terra, gramados sintéticos, no Castelão ou no PV e, também, nas boas conversas entre bares e botecos.

Belchior cantava “Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja”. E, hoje, exclusivamente hoje, eu queria que esse lugar fosse Fortaleza. Eu teria acordado cedo para sentir o vento no rosto e descer sem pressa pra um mergulho no mar e na cidade. Fazer o roteiro banho de mar na Draga, pular da ponte incentivado 'pelurmeninos', almoçar sem pressa um peixe frito, rir alto com os de fé e abraçar e agradecer.

Fortaleza me faz falta. É o meu amor mais profundo entre as capitais brasileiras. A mais massa, como a gente diz por lá, e talvez a única capaz de transformar saudade em vontade de voltar antes mesmo de partir. Sou a p a i x o n a d o pela minha cidade. Sem medida, sem disfarce, sem fantasia. Desde quando aprendi teu hino, sou teu, Irmã do sol e do mar.

E hoje, nos teus 300 anos, reafirmo o que nunca mudou no hino que lembro e faço gosto de cantar:

"Fortaleza, Fortaleza,

sempre havemos de te amar"

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